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Trabalho não é tudo: um guia para organizar o lazer

Se você é do tipo que deixa seus hobbies para as horas vagas, corre o risco de se divertir muito pouco. Não é porque é prazer que é bagunça! Trazemos oito dicas preciosas para organizar sua rotina sem deixar o que te faz feliz de lado

Nosso Mundo / Reportagem Por:
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“Em 2022 vou cuidar melhor de mim”, dissemos todas nós. Agora, levante a mão quem entrou no looping trabalho, cuidar da casa, trabalho, dormir e mais trabalho e falhou miseravelmente em colocar essa resolução em prática? A gente sabe que, mesmo baixando aplicativos de metas e investindo em planners lindíssimos, as obrigações tendem a nos atropelar no dia a dia e aquele tempo focada em si mesma, tão essencial para dar um up na qualidade de vida, fica sempre pra amanhã. Mina está aqui pra dar o caminho das pedras para organizar o seu lazer. Sim, não é porque é gostoso que é bagunça. A seguir, reunimos dicas de como encaixar o lazer e as responsabilidades em 24 horas e, acredite, se organizar direitinho ainda há tempo para não fazer absolutamente nada.

1. Não ultrapasse seus  limites

“Se entenda limitada e cíclica, porque a nossa motivação oscila. É importante entender quanto tempo você tem disponível, porque isso dá a base para projetos pessoais”, explica Laís Monteiro, mentora em organização e planejamento com foco em bem-estar. Em quais dias da semana você tem mais horas livres para se dedicar às tarefas que não são relacionadas a trabalho? Quantos minutos dá para se empenhar a cada coisa sem se sobrecarregar? O que é possível ajustar dentro da sua rotina? Toda semana, faça essas perguntas para entender quais os melhores momentos para focar no seu lazer. Coloque na agenda – e tente respeitar esse combinado consigo mesma, claro. Se for deixar para dar atenção aos seus hobbies “quando sobrar tempo”, corre o risco de ser atropelada pelo trabalho e nunca conseguir fazer outras atividades. 

“Se não cabe no papel, não cabe na sua vida. O papel dá limite pra gente”

2. Aos pouquinhos…

É importante listar quais são seus desejos (ler mais livros? Desenhar? Praticar algum esporte? Ir ao cinema? Aprender a cozinhar?) e, entre eles, quais são suas prioridades para preencher os períodos livres. “Se não cabe no papel, não cabe na sua vida. O papel dá limite pra gente”, orienta Laís. E, mesmo se tiver espaço livre na agenda, não adianta tentar incluir várias coisas na sua rotina de uma vez só. “Na construção de novos hábitos, o ideal é pegar uma coisa que você queira muito e fazer aos poucos até que você se sinta totalmente adaptada”, indica Fahen Carvalho, jornalista e criadora de conteúdo especializada em produtividade. Sabe aquele livro que te encara na estante e você não vê a hora de voltar a ler? Tente se dedicar a ele dez minutos por dia e depois vá aumentando esse tempo progressivamente. Quando a leitura se tornar um costume, insira uma nova atividade que te interessa ao longo da semana, e por aí vai.

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3. Intenção no processo 

Quando o assunto é você e suas prioridades (esqueça a vida profissional), o quanto você tem se dedicado? Não adianta marcar um horário para passar tempo de qualidade com seus filhos durante a semana, e ficar o tempo todo pegando no celular. Nem se organizar para planejar as férias e acabar no seu e-commerce favorito atualizando o guarda-roupas. “A questão é como quero me sentir ao final desse objetivo e pensar que uma ação com intenção tem mais efetividade”, explica Laís. Até passar horas no TikTok faz sentido quando você está ali de corpo e alma aproveitando o momento e curtindo cada gargalhada – ao invés de sugada pelos vídeos de forma passiva.

4. Ferramentas não são tudo

Aplicativos, planner, agenda, planilhas… O que não faltam são recursos para ajudar a se planejar, mas será que são realmente necessários? A resposta: depende. Por mais que muitas pessoas se apeguem a essas ferramentas como solução para dar conta de tudo, elas são só um suporte nesse processo. “Não adianta baixar todos os apps de organização. São os hábitos que vão mudar e as ferramentas só vão auxiliar nisso”, destaca Laís. Tem quem prefira jogar tudo em uma planilha do Excel, quem enxergue melhor a rotina escrevendo no papel e quem precise de um alarme ajudando a lembrar o tempo para cada coisa. Vale testar para entender o que funciona melhor para você.

“É importante que a sua presença esteja em lugares que valha a pena”

5. Valorização do tempo 

É importante, sim, colocar na agenda as atividades que te dão prazer para não deixar o lazer de lado, mas também é interessante ter flexibilidade para compromissos repentinos – até porque não é possível ter controle sobre tudo. Tudo bem largar a aula de yoga para ir a um Happy Hour, o importante é estar de corpo e alma naquilo que você se propôs a fazer e não mudar (ou manter) seus planos por obrigação.  “Dê tempo para coisas importantes para você. O seu tempo é só seu e é importante que a sua presença esteja em lugares que valha a pena”, diz Fahen. 

6. Tempo para não fazer nada

Quem nunca ouviu falar de ócio criativo que atire o primeiro cheeeeck. Mas a verdade é que ócio pelo ócio também é ultra importante.  “Pensamos muito durante o dia, é muito e-mail, reunião, trabalho, e a pausa é um espaço para não entrarmos em colapso”, ressalta Fahen. Deixe as tarefas e compromissos um pouco de lado e reserve um tempinho para se jogar na rede (ou onde quiser) curtindo um respiro sem neura e sem pressão. 

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7. Larga esse celular!

A série está bem naquele momento em que o assassino é revelado, mas você acaba cedendo às notificações do celular e perde a cena. Só que o programa está sendo exibido na TV, nada de streaming, e não tem como voltar o episódio. Chato, né? Mas é bastante comum perdermos o foco por conta dos nossos telefones. “Amo estar conectada e a tecnologia é uma armadilha para todos nós. Uma solução pode ser colocar o celular num canto e deixar no silencioso, ou até mesmo em um período do dia ativar o modo não perturbe”, diz Fahen.  

8. Tudo bem não dar conta de tudo

Planejar a semana é legal para se organizar melhor, mas cuidado para não transformar isso em estresse. Vão ter vários dias em que seu cronograma vai falhar e não vai dar para cumprir todos os tópicos do seu check-list – e tudo bem. “Não precisa se auto pressionar por não ter consigo fazer tal coisa, tem dias que a preguiça vai bater. Amanhã será um novo dia”, reforça Fahen. A vida é mesmo imprevisível, inclusive nas rotinas mais programadas, e entender isso é um ótimo caminho para diminuir a ansiedade. 

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