madrasta é família ou parente - Mina
 
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5 mentiras que te contaram sobre ser madrasta

Novos tempos e novos formatos familiares requerem novas reflexões. Vamos abandonar pensamentos ultrapassados juntas?

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Coisas que já perderam a validade na narrativa da VIDA DE MADRASTA:

Vamos combinar que generalizar as coisas nunca ajudou a gente a navegar melhor por elas, certo? Assumir que uma pessoa é alguma coisa julgando apenas repertórios e narrativas externas é ceder à ameaça de estereótipo – e é ela que leva ao preconceito. Todo político é corrupto? Não. Você sairia na rua xingando um candidato que sequer se candidatou ainda só porque ele te disse que trabalha na área? Vamos alargar os espaços entre reações estereotipadas e preconceituosas com as mulheres que se tornam madrastas? Nem toda madrasta é má – aliás… a maioria não é!

Madrasta quer roubar o lugar da mãe

Tá, a gente sabe que antigamente o casamento era “até que a morte os separe” – mas hoje ele pode terminar em divórcio. As crianças só ganhavam madrasta quando perdiam, mesmo, a mãe. Então, literalmente, uma entrava no lugar da outra. Mas hoje em dia existe o fim de um casamento entre duas pessoas que querem refazer sua vida afetiva e seguir seus caminhos com outra dupla. Por que creditar isso a um roubo? Educar, participar, convencer a tomar banho, comprar um tênis novo, colocar na cama são exemplos de atividades parentais que não significam nadica de nada sobre querer ocupar um espaço e um papel que não te pertence. Existe o espaço da mãe. Existe o espaço da madrasta. 

Buscamos apoio para a parentalidade não se tornar um fardo, mas espere até ver a madrasta ‘ter opinião’…

Madrasta não tem que “se intrometer”

Tem aquele provérbio que fala que é preciso uma aldeia para criar uma criança, né? Desde que essa aldeia não tenha divórcio, muito menos madrasta. Buscamos rede de apoio para que a parentalidade não se torne um fardo, mas espere até ver a madrasta negando o chocolate no café da manhã para a criança: malvada! Professoras, tias, amigas, madrinhas, vizinhas, avós: aceitamos que muitas pessoas ao nosso redor eduquem e participem. Chegou a hora de deixar a rivalidade feminina de lado e incluir as madrastas também. Vamos?

Madrasta é ajudante do pai

A ideia de ter que “arranjar uma mãe pros filhos” já está com o prazo de validade vencido há tempos. A madrasta é a mulher que, em relacionamentos heterossexuais, é a companheira do pai. Ela entra nessa família e se torna parte dos adultos de referência dessa criança. Isso não significa receber uma tonelada de tarefas domésticas para dar conta sozinha, sabe? Isso também não significa estar a serviço desse cuidado de maneira incondicional, invisível e sem voz. 

Entrar em uma família não é fácil e desmistificar “a madrasta” ajuda as mulheres nessa situação

Ser madrasta é fácil

Vínculo afetivo e responsabilidade emocional não dependem de certidão de nascimento. Tem gente que acha que a vida da madrasta é fácil porque parece (só parece) que dá pra devolver a criança, visto que ela não é filha. Mas a madrasta também é parte do núcleo familiar e compartilha casa, rotina e educação, sim. Entrar em uma família e assumir esse papel não é fácil – e é por isso que precisamos apoiar as mulheres que passam por isso desmistificando esse lugar.

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