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Pedro Scooby: “Quando tenho um problema, prefiro olhar para a solução”

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Angélica recebe um dos maiores surfistas do país e, agora, ex-bbb para falar sobre resiliência, déficit de atenção e o amor pela vida

Esporte e bem-estar é match na certa. A prática esportiva reduz o estresse, ajuda na concentração e libera endorfina, que promove relaxamento. E o papo da Angélica hoje é com um campeão: Pedro Scooby. Nascido em Curicica, Zona Oeste do Rio de Janeiro, ele começou a surfar ainda muito criança e foi reconhecido como um dos maiores surfistas de ondas gigantes do mundo. Com seu jeito tranquilo e bem-humorado, conquistou o Brasil na última edição do Big Brother Brasil 22.

Durante o programa, o surfista ficou famoso pelos “apagões” repentinos que tinha quando estava falando sobre algo ou ouvindo um colega e de repente parava olhando para o nada. Scooby acredita que isso é reflexo  do Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), mas nunca foi diagnosticado de fato. Conversando com sua mãe sobre o assunto, ela disse que, como ele ia bem na escola e começou a carreira no surf aos 12 anos, não pensou em levá-lo ao médico, só o seu irmão, que tinha dificuldade nos estudos. O garoto foi diagnosticado com o transtorno e recebeu tratamento na época. “Eu acabei adaptando a minha vida pro meu jeito”, relembra.

O TDAH é crônico e tem causas genéticas. Entre os sintomas, estão dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade. “Isso nunca me atrapalhou, porque, na onda, eu só preciso focar em uma coisa. Mas eu não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo. Se estou no celular e alguém passa, eu não vejo”, explica o surfista. 

 “O  fato de estar constantemente entre a vida e a morte, me faz dar muito valor à vida”

Assim como no mar, era necessário ter um jogo de cintura para lidar com o imprevisível dentro do reality. Angélica questiona como ele aplica isso na vida e Scooby diz que muitas pessoas, quando tem um problema na vida, tendem a dar uma carga maior para ele do que tem.  “Você pode olhar para a solução e valorizar um monte de outras coisas boas que estão acontecendo. Eu sou assim”, diz. 

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Quanto ao preparo para encarar as ondas, Pedro conta como acontece esse processo e revela que ama se alimentar bem, mas que não tem uma dieta regrada. “Mantenho o físico. Quando começa o treino de Nazaré, que é a maior onda do mundo, passo 3 meses me preparando. Faço o treino de apneia, porque se você toma um caldo, precisa administrar o ar debaixo d’água. O mar não tem cabelo e não tem corrimão. Então, não tem onde segurar.”

Angélica pergunta como alguém tão apaixonado pela vida se arrisca tanto no esporte e Scooby manda na lata: “O  fato de estar constantemente entre a vida e a morte, me faz dar muito valor à vida.” Entre os ensinamentos mais valiosos que tirou do mar, o surfista conta que aprendeu a dar valor ao agora. “Acordar todo dia, poder respirar e falar: eu posso viver mais um dia, eu posso contar uma nova história. Problema todo mundo tem, a grande diferença é como a gente contorna eles”, encerra.

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