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Viver bem em tempos de imediatismo

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Luiza Brasil nos convida a refletir sobre como aproveitar melhor a vida respeitando nossos limites

Viver bem. Será que estamos, de fato, preparados para isso? Ou, na realidade, estamos mais acostumados a sobreviver do que viver? Essa é a reflexão que Luiza Brasil traz na sua coluna desta semana, baseada na frase “aprendi que ganhar a vida não é o mesmo que ter uma vida” da escritora estadunidense Maya Angelou

Acumular trabalhos e tarefas virou de praxe e nunca nos damos por satisfeitos. Isso acaba afetando a nossa saúde emocional e física, fazendo com que falte energia para gozarmos dos prazeres da vida. Traçar limites é essencial e se organizar para dar conta do lazer também! 

Reflita por um momento: qual foi a última vez que você se permitiu tirar uma folga ou se presenteou com algo que queria muito? Foi recentemente ou faz tanto tempo que você nem se lembra mais? Esse tipo de atenção a si mesma, de vez em quando, não é um luxo – ainda mais com o tanto de batalhas que encaramos todos os dias –, mas o  importante é tentar se ouvir para sacar o que fará diferença no seu caminha

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“Enquanto mulher negra, não estava acostumada a querer o melhor para mim. Eu me sabotava, acabava escolhendo as coisas no meio do caminho e criava pequenas compensações que me satisfaziam, nem me tornavam plena”. Foi um processo bem delicado entender o que realmente era acertado para ela, mas aos poucos Luiza foi percebendo – e se permitindo.

Lembre-se que, em tempos de imediatismo, viver bem é ato de amor e de revolução. Tire um tempinho para fazer um balanço. O que vale ter menos espaço nos seus dias e o que deveria estar mais presente? Permita-se!

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