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Gabriela Prioli: “Tentei fugir da terapia, mas chegou uma hora que não dava mais”

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A advogada volta para a segunda parte do papo com Angélica, agora contando alguns segredos de bem-estar e declarando que não tem interesse em ingressar na política

O papo de política é denso e, por isso, a conversa da Angélica com a advogada e apresentadora Gabriela Prioli precisou de uma parte dois. Na primeira, elas falaram sobre como falar de política sem arrancar os cabelos e agora o papo segue com Gabi apresentando seu novo livro Política é para todos, falando sobre a importância da representatividade feminina e indo para um caminho mais pessoal, com dicas de bem-estar. 

“Academia é fundamental”, declara. “Schopenhauer falava que a gente precisa de uma hora de exercícios vigorosos por dia para equilibrar o ritmo interno com o externo, isso pra mim faz muito sentido.” A advogada conta que sente falta de ar quando tem crise de ansiedade e os exercícios físicos ajudam a lidar melhor com isso.  Outro suporte é a terapia. “Eu tive dificuldade em começar, usava a falta de tempo como desculpa, mas percebi que estava chegando em um nível que eu precisava de ajuda, não dava mais”, relata. 

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Falando em saúde mental, uma maior representatividade feminina na política seria de grande ajuda para as mulheres, que veem suas pautas, como direito reprodutivo e pobreza menstrual, sendo deliberadas por homens, já que apenas 15% dos representantes políticos são mulheres. “Se a representação fosse justa, teríamos um Brasil mais justo e, consequentemente, melhor.” Gabriela exemplifica destacando políticas que abrangem todos, como a creche na primeira infância e a alimentação de qualidade. “Uma criança que se desenvolve mal na primeira infância faz com que percamos produtividade no futuro.” 

“Gosto de ver as pessoas se empoderando, fortalecendo o próprio senso crítico”

Questionada sobre a possibilidade de se candidatar, Prioli não diz nem que sim, nem que não. “Eu não falo nunca pra sempre, porque mudamos de ideia, mas hoje não é meu interesse. Acho que faço um melhor trabalho ocupando o espaço que ocupo”, declara. Ela completa dizendo que existe uma cultura de aproximação na política em busca de lealdade, algo que ela não curte. “Como não tenho expectativa de cargo eletivo ou por nomeação, posso dizer que de mim ninguém vai ter proximidade nenhuma. Vou manter minha independência para dizer o que penso.”

Analisando sobre a sua própria criação de conteúdo, a apresentadora fala com orgulho que gosta de ver a transformação no seu público. “Gosto de ver as pessoas se empoderando, fortalecendo o próprio senso crítico, se apropriando das suas convicções e enfrentando a vida com mais liberdade e consciência”, celebra. Quando uma pessoa diz que acompanhar o seu trabalho teve efeito positivo na vida dela, Gabi percebe que vale a pena ser cancelada quantas vezes for preciso no processo.

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