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Existe paz no caos de São Paulo 

A cantora Liége abre a sala de casa e conta como conseguiu manter a conexão com a suas raízes paraenses na cidade cinza

Nosso Mundo / Habitat Natural Por:
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Para quem está acostumado com calmaria de outros lugares, o caos de São Paulo pode gerar certas preocupações. A cantora e compositora paraense Liége, de descendência indígena, teve medo de não encontrar uma atmosfera de acolhimento quando chegou à selva de pedra. “Queria que fosse um lugar que eu não perdesse  conexão com a minha ancestralidade.” 

Ao encontrar um cantinho, fez questão de encher o espaço com um elemento especial que tem relação direta com a sua família e seus antepassados. “As plantas foram o principal ponto desse vínculo. Tanto que não fiz chá de casa e, sim, de plantas. Cada amigo trouxe uma”, conta.  

Ela também desenvolveu um ritual para desanuviar quando a saudade dos pais bate forte e os problemas se multiplicam. “Basta atar a rede na parede, colocar uma música para tocar na vitrola, acender um incenso que a paz chega”, diz. 

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A música Deixa Ir, do seu último trabalho, foi composta ainda quando o apartamento ainda não tinha cara de lar e ela se sentia muito sozinha. “Adormeci no sofá e, ao acordar, escrevi: acolha a partida, na vida só fica o que tem que ficar.” E a composição se tornou uma oração para todas as aflições que Liége sentia naquele momento.

Hoje em dia, a cantora enxerga a sua casa como seu templo. Quando recebe visitas, sempre mentaliza uma oração para que a pessoa seja contagiada pela energia que cultiva ali dentro, de paz e de influência positiva. E, assim, encontrou seu aconchego no agito de São Paulo.

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