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Chora, TikTok: 10 dancinhas raiz pra levantar o astral

Uma linha do tempo com muito requebro e história pra mostrar pra geração Z que havia vida e passinho antes das redes sociais

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Chora, TikTok: 10 dancinhas raiz pra levantar o astral

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Uma linha do tempo com muito requebro e história pra mostrar pra geração Z que havia vida e passinho antes das redes sociais

O TikTok botou amigos, família (cachorro, gato, galinha), enfim, todo mundo pra rebolar. Ficou até parecendo que as coreografias nasceram com a rede, que apareceu em 2012 e explodiu no mundo todo em 2019. Bem, não foi a Geração Z que começou essa onda (olha onda, olha onda!) de criar passinhos repetidos à exaustão, dentro e fora das telas

Antes mesmo do Orkut e da própria internet discada, diferentes coreôs viralizavam graças aos filmes, videoclipes, salões de baile e boca a boca. Enquanto o algoritmo do TikTok explode com dancinhas criadas especialmente pra caber na tela de um celular na vertical, algumas das coreografias mais famosas teriam dificuldade pra se espremer num espaço tão restrito – ou não?

Vem conferir a lista das 10 coreografias mais irresistíveis de todos os tempos —  imitadas desde muito antes do TikTok ser só mato. 

Ilustração: Elisa Pessôa

1920: Charleston

A palavra “viralizar” nem tinha viralizado, quando a coreografia já dava um jeito de se espalhar pelos salões dos anos 20. De origem afro-americana, direto do bairro nova-iorquino do Harlem, a graça de cruzar os braços sobre os joelhos se espalhou após aparecer em espetáculos na Broadway. Se tem gente fazendo no TikTok, claro!

1940: Hully Gully

Com passos simples e em linha, o Hully Gully lembra o country norte-americano. Muita gente acredita que esses passos marcaram o surgimento de danças individuais praticadas em grupos — em detrimento das performances de casal, até então mais comuns. Até um número ímpar de pessoas podiam dançar em conjunto, sem casal-normatividade! No TikTok tem aulinha ou turma homenageando as avós.

1978: Village People – YMCA 

De música oficial de casamento a hino LGBT acidental, essa é uma coreografia poderia facilmente hitar no TikTok – não falta #YMCAchallenge por lá. Afinal, nada mais simples do que apontar para a frente e gesticular as iniciais de Young Men’s Christian Association, a pouco rebolativa Associação Cristã de Moços.

1982: Michael Jackson – Thriller

Claro que Michael Jackson não podia ficar de fora. Apesar da dancinha levemente tosca, Thriller ganhou o mundo – chegando, inclusive, à Hollywood anos depois de seu lançamento em De repente 30. E, vamos combinar, que ela conquista novas gerações até hoje em diferentes flash mobs (ainda existe flash mob depois do Tik Tok? Google, pesquisar). #Thriller Chalange, calro que temos.

1990: Dance

Quem viveu sabe: nos anos 1990, boates inteiras seguiam passinhos complexos de dance embalados pela música eletrônica da época. Filha de 1992, eu vivi, mas não vi, então não sei, mas minha editora estava lá! Porém, confesso que essas coreografias — que não fariam o menor sucesso no Tik Tok porque dificultam demais o enquadramento — me lembram os passos extraídos das máquinas Pump It Up e que na minha época roubavam a cena nos aniversários de 15 anos. 

1993: Los Del Rio – Macarena

Existe alguém no mundo que nunca dançou Macarena? Hit dos hits e com uma das coreografias mais repetidas do mundo (segundo eu mesma), a música é de autoria da dupla Los Del Rio. Em entrevista, eles contaram que os passos surgiram espontaneamente com fãs durante uma apresentação na TV. Três anos depois, uma regravação — a versão que chegou a ser tema de novela no Brasil — foi lançada e chegou ao topo das paradas. Dessa vez, o videoclipe já trazia os passos marcantes e o resto é história. 

1996: Gera Samba – É o Tchan 

Febre dos anos 1990, o É o Tchan — a.k.a Gera Samba — foi além de provar por A mais B que toda loira precisa de uma sua morena. Ou você se lembra de algum homem rebolando em shows e programas de TV antes do inigualável Jacaré? O mais incrível é que, além de terem conseguido viralizar diversas coreografias com os dançarinos que faziam parte efetiva do grupo, eles elevaram o nível do axé, que por muito tempo foi considerado um ritmo menor ou “regional”. Aqui, vale conferir o doc da Netflix para entender o que estamos falando. 

2001: Bonde do Tigrão – Cerol na Mão

Bem nos moldes das coreografias do Tik Tok, o Cerol na Mão, do Bonde do Tigrão, reproduz nas coreografias o que é dito na letra de forma bem óbvia: falou em “rabiola”? Faz o movimento de puxar uma pipa. Falou em “martelo”? O passinho é martelar o martelão, mesmo que alguns nem soubessem o que isso significava. Eu. (Saudades de quando o funk era terra sem lei e a gente podia simplesmente curtir com as duas mãos no joelho ao invés de com uma mão no joelho e outra na consciência. Como era bom ter 15 anos. Ou não). 

2002: Rouge – Ragatanga

Alguém consegue apontar um millennial que não teve o CD original com glitter da banda Rouge nos idos dos anos 2000? Uma das maiores girlbands do país, o quinteto foi formado no reality Popstars, transmitido pelo SBT em 2002. Um dos primeiros sucessos da banda foi Ragatanga, versão de uma música espanhola das Las Ketchup. Doze anos depois, as integrantes organizaram um comeback e dessa vez nem Fátima Bernardes escapou da coreografia. Com movimentos rápidos e realizados principalmente com os braços, essa coreô já trazia ares de Tik Tok.

2012: Psy – Gangnam Style

Hit sul coreano antes do K-Pop ser modinha, a coreografia de Gangnam Style viralizou quando ainda era tudo mato na internet. O clipe chegou a entrar no Guinness Book no ano de seu lançamento como o vídeo mais curtido do Youtube — e se mantém no top 10 até hoje. A coreografia, que imita uma cavalgada, foi criada por um profissional e fez diversos famosos reproduzirem seus passos — de Britney Spears a Nelly Furtado, passando pelo então Secretário-geral da ONU Ban Ki-moon. Será que ele tem Tik Tok? 

Esquecemos de alguma dancinha? Nos dê um tok! 

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